Primeira lista de exercícios de fixaçÃO – segunda fase do exame de ordem




Скачать 351.79 Kb.
НазваниеPrimeira lista de exercícios de fixaçÃO – segunda fase do exame de ordem
страница4/8
Дата конвертации19.12.2012
Размер351.79 Kb.
ТипДокументы
1   2   3   4   5   6   7   8

QUINTA LISTA DE EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO – II FASE DO EXAME DE ORDEM

  • Professor: Alexandre Teixeira

  • 23. Em 10 de agosto de 2003, Ana foi contratada para trabalhar para Beta, no cargo de analista de sistema, por prazo indeterminado. Em 12 de dezembro de 2005, Ana foi demitida sem justa causa por Beta, recebendo todas as suas verbas rescisórias e tendo seu contrato de trabalho devidamente homologado pelo sindicato representativo. No dia 3 de janeiro de 2006, foi emitido atestado médico informando que Ana estava aproximadamente com seis semanas de gravidez. Considerando a situação hipotética apresentada, desenvolva um texto dissertativo acerca de estabilidade provisória da gestante, com base na legislação aplicável e no entendimento do Tribunal Superior do Trabalho, respondendo, necessariamente, aos seguintes questionamentos: Se o contrato fosse de experiência, Ana também teria direito à estabilidade? O fato de o empregador desconhecer o estado gravídico de Ana afasta o direito da gestante ao recebimento da indenização em virtude da estabilidade provisória? Durante que período é devido o direito à reintegração ao emprego?

  • 24. João trabalha para a pessoa jurídica Eta desde abril de 2003, na função de vendedor, com jornada de trabalho de 8 horas diárias e 44 horas semanais, nos termos de seu contrato de trabalho. A jornada de trabalho de João inicia-se às 8 h da manhã, com intervalo para o almoço das 12 h às 14 h, momento em que retorna ao trabalho, permanecendo até às 18 h. João gasta em média 2 horas no trajeto entre sua residência e seu local de trabalho, somando, por dia, 4 horas despendidas neste percurso. Em 15 de março de 2005, a Eta, em concordância com João, modificou a jornada de trabalho do empregado. Ficou estabelecido que seu início seria às 8 h da manhã, com intervalo para almoço das 12 h às 16h, momento em que João retornaria ao trabalho, permanecendo até às 20h. Considerando a situação hipotética apresentada e a legislação de regência, redija um texto dissertativo defendendo a legalidade ou não da alteração contratual mencionada, especificando a norma de regência e as repercussões dessa alteração no contrato de trabalho de João.

  • 25. Pedro trabalha para a pessoa jurídica Omega e utiliza-se de veículo de transporte coletivo fornecido por sua empregadora no deslocamento de ida e volta entre sua residência e seu local de trabalho. Considerando a situação hipotética apresentada, redija um texto dissertativo descrevendo as situações que devem existir para que o tempo despendido por Pedro no referido deslocamento seja considerado tempo de serviço e avaliando as repercussões dessa situação no contrato de trabalho de Pedro, mencionando a legislação aplicável e o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho.

  • 26. Antônio trabalha para a pessoa jurídica Zugma. Sua jornada de trabalho diária é de 7 horas e 12 minutos, de segunda a sexta-feira, das 8 h às 18 h, com intervalo de 2 horas para refeição. No sábado, a jornada é de 8 horas, das 12 h às 22 h, com intervalo de duas horas para refeição. Assim, ele trabalha um total de 44 horas semanais. Considerando a situação hipotética apresentada, redija texto dissertativo abordando o efeito da jornada diferenciada de Antônio aos sábados sobre seu intervalo interjornada e sobre seu repouso semanal remunerado, especificando a norma aplicável ao caso e o respectivo entendimento do Tribunal Superior do Trabalho.

  • 27. Maria trabalha para a pessoa jurídica Jota, em sua sede localizada no município Aga. Atendendo aos interesses da empresa, Maria foi transferida para uma filial de Jota situada no município Wega, que pertence à mesma região metropolitana de Aga. Com base na situação hipotética apresentada, redija texto dissertativo acerca do princípio da intransferibilidade do local de trabalho sem anuência do empregado, informando o dispositivo da Consolidação das Leis do Trabalho que define esse princípio, bem como as situações que tornariam a transferência lícita.

  • 28. Em que casos pode o cipeiro ser demitido? O suplente do cipeiro também tem estabilidade? Fundamente e justifique.

  • 29. Em casos pode se dar a transferência de empregados? Justifique e fundamente todas as hipóteses. É possível a equiparação salarial entre empregados que prestam serviços a diferentes empresas do mesmo grupo econômico? O tempo de serviço entre Antonio e Fabio é de 2 anos; entre Antônio e Pedro é de 4 anos e entre Antônio e Lúcio de 6 anos. Fábio conseguiu na justiça sua equiparação salarial com Antônio. Após saber a notícia, Pedro pretendeu sua equiparação salarial com Fábio. Se Pedro ganhar, Lucio já avisou que vai pedir a equiparação salarial com Pedro. Atendidos os demais requisitos da equiparação, analise a possibilidade.



  • 30. Qual a diferença entre equiparação e equivalência salarial?

  • 31. Explique a diferença entre prescrição total e parcial no pedido de prestações de trato sucessivo.

  • 32. A remuneração do aviso prévio indenizado serve de base de cálculo para o FGTS? A indenização de 40%do FGTS incide sobre o aviso prévio indenizado? As gorjetas entram no cálculo de quais parcelas?

  • 33. Explique a diferença entre contrato de trabalho temporário e a terceirização prevista na Súmula 331, TST.

  • 34. O vale alimentação integra salário? E se o vale fornecido ao empregado estiver em conformidade com o PAT? O vale refeição fornecido ao bancário que teve sua jornada aumentada extraordinariamente de duas horas integra seu salário?

  • 35. Fale a acerca da justa causa cometida no prazo do aviso prévio. O valor da indenização adicional corresponde à remuneração corrigida ou não? Caso o empregador demita sem justa causa empregado nos 30 dias que antecedem sua data base, pagando as verbas rescisórias nos valores já corrigidos, eximir-se-á da indenização adicional?

  • 36. Com relação à quitação das verbas rescisórias responda: a quitação passada pelo empregado com assistência do sindicato profissional tem eficácia liberatória absoluta com relação às parcelas consignadas no recibo? Por quê?

    37. De acordo com a Lei 9.601/98, quais empregados tem direito a estabilidade e por quanto tempo? Fundamente.



    1. GABARITO DA QUINTA LISTA DE EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO



    2. ATENÇÃO!: Na resposta às questões subjetivas, é aconselhável que você utilize a pergunta como parte de sua resposta demonstrando seu raciocínio lógico-jurídico e somente depois a fundamentação legal ou jurisprudencial, transcrevendo para o caderno de respostas a literalidade do dispositivo constitucional, legal ou jurisprudencial adequado, sem o uso de aspas. Tomando como exemplo a resposta à primeira questão abaixo, agora é só fazer a mesma coisa com as demais!



    3. 23. Em 10 de agosto de 2003, Ana foi contratada para trabalhar para Beta, no cargo de analista de sistema, por prazo indeterminado. Em 12 de dezembro de 2005, Ana foi demitida sem justa causa por Beta, recebendo todas as suas verbas rescisórias e tendo seu contrato de trabalho devidamente homologado pelo sindicato representativo. No dia 3 de janeiro de 2006, foi emitido atestado médico informando que Ana estava aproximadamente com seis semanas de gravidez. Considerando a situação hipotética apresentada, desenvolva um texto dissertativo acerca de estabilidade provisória da gestante, com base na legislação aplicável e no entendimento do Tribunal Superior do Trabalho, respondendo, necessariamente, aos seguintes questionamentos: Se o contrato fosse de experiência, Ana também teria direito à estabilidade? O fato de o empregador desconhecer o estado gravídico de Ana afasta o direito da gestante ao recebimento da indenização em virtude da estabilidade provisória? Durante que período é devido o direito à reintegração ao emprego?



    4. Por força do art. 10, inc. II, ADCT a emprega gestante tem direito à estabilidade desde a confirmação da gravidez até o quinto mês após o parto. Assim, se à época de sua dispensa já estava grávida tem direito a referida garantia de emprego pelo que não poderia ter sido despedida imotivadamente dada a nulidade de sua dispensa deve ser reintegrada no emprego. Não, caso o contrato fosse por prazo determinado Ana não teria qualquer direito à estabilidade nos termos da súmula 244, inc. I, TST. Não, o fato de o empregador desconhecer o estado gravídico de Ana não lhe retira o direito à estabilidade, tampouco a indenização compensatória, nos termos da súmula 244, inc. I, TST. A reintegração da empregada gestante só lhe é garantida durante o período estabilitário. Exaurido o período, ser-lhe-á garantida apenas indenização correspondente.



    5. 24. João trabalha para a pessoa jurídica Eta desde abril de 2003, na função de vendedor, com jornada de trabalho de 8 horas diárias e 44 horas semanais, nos termos de seu contrato de trabalho. A jornada de trabalho de João inicia-se às 8 h da manhã, com intervalo para o almoço das 12 h às 14 h, momento em que retorna ao trabalho, permanecendo até às 18 h. João gasta em média 2 horas no trajeto entre sua residência e seu local de trabalho, somando, por dia, 4 horas despendidas neste percurso. Em 15 de março de 2005, a Eta, em concordância com João, modificou a jornada de trabalho do empregado. Ficou estabelecido que seu início seria às 8 h da manhã, com intervalo para almoço das 12 h às 16h, momento em que João retornaria ao trabalho, permanecendo até às 20h. Considerando a situação hipotética apresentada e a legislação de regência, redija um texto dissertativo defendendo a legalidade ou não da alteração contratual mencionada, especificando a norma de regência e as repercussões dessa alteração no contrato de trabalho de João.



    6. A alteração contratual de João é ilegal uma vez que o art. 71, caput, CLT, esclarece que em todo trabalho contínuo superior a 6 horas diárias será obrigatória a concessão de um intervalo de no mínimo 1h e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em sentido contrário, não poderá exceder de duas horas. Assim, como na questão não houve qualquer informação acerca da existência de acordo escrito ou coletivo, presume-se verbal e, portanto, ilegal, pelo que as horas de intervalo não previstas em lei são consideradas tempo à disposição do empregador e se caso acrescidas após o final da jornada serão consideradas como extraordinárias, nos termos da súmula 118, TST.



    7. 25. Pedro trabalha para a pessoa jurídica Omega e utiliza-se de veículo de transporte coletivo fornecido por sua empregadora no deslocamento de ida e volta entre sua residência e seu local de trabalho. Considerando a situação hipotética apresentada, redija um texto dissertativo descrevendo as situações que devem existir para que o tempo despendido por Pedro no referido deslocamento seja considerado tempo de serviço e avaliando as repercussões dessa situação no contrato de trabalho de Pedro, mencionando a legislação aplicável e o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho.



    8. De acordo com o § 2º do art. 58-A, CLT (súmula 90, inc. I, TST), o tempo gasto pelo empregado no percurso casa-trabalho-casa não se computa em sua jornada normal de trabalho, SALVO em se tratando de local de difícil acesso OU não servido por transporte público regular e o empregador fornecer a condução. No caso de o empregado ter direito às horas in itinere e houver extrapolação das horas horas diárias, o que ultrapassar sua jornada normal de trabalho será computada como extraordinária, nos termos da súmula 90, inc. V, TST.



    9. 26. Antônio trabalha para a pessoa jurídica Zugma. Sua jornada de trabalho diária é de 7 horas e 12 minutos, de segunda a sexta-feira, das 8 h às 18 h, com intervalo de 2 horas para refeição. No sábado, a jornada é de 8 horas, das 12 h às 22 h, com intervalo de duas horas para refeição. Assim, ele trabalha um total de 44 horas semanais. Considerando a situação hipotética apresentada, redija texto dissertativo abordando o efeito da jornada diferenciada de Antônio aos sábados sobre seu intervalo interjornada e sobre seu repouso semanal remunerado, especificando a norma aplicável ao caso e o respectivo entendimento do Tribunal Superior do Trabalho.



    10. De acordo com o art. 66, CLT, entre um dia e outro de trabalho (entre uma jornada e outra) o empregado deve ter um descanso de no mínimo 11 horas de intervalo interjornada. No caso da questão, o empregado trabalhou até às 22h do sábado. No entanto, entre o sábado e a segunda-feira existe ainda o repouso semanal remunerado preferencialmente aos domingos que é de 24 horas consecutivas de acordo com o art. 67, caput, CLT. Assim, entre o sábado e a segunda-feira, deverá o empregado descansar durante 35 horas consecutivas: as 11h do intervalo interjornada (de 22h de sábado às 09 da manhã do domingo) acrescidas das 24h do repouso semanal (de 11h do domingo até às 11h da manha da segunda). Caso seja exigida prestação de serviços antes das 09h da manha da segunda-feira, deverá o empregador remunerá-las com um adicional de no mínimo 50% sobre o valor da hora normal de trabalho, OJ 355, SDI-1, TST, por aplicação analógica do art. 71, § 4º da CLT.



    11. 27. Maria trabalha para a pessoa jurídica Jota, em sua sede localizada no município Aga. Atendendo aos interesses da empresa, Maria foi transferida para uma filial de Jota situada no município Wega, que pertence à mesma região metropolitana de Aga. Com base na situação hipotética apresentada, redija texto dissertativo acerca do princípio da intransferibilidade do local de trabalho sem anuência do empregado, informando o dispositivo da Consolidação das Leis do Trabalho que define esse princípio, bem como as situações que tornariam a transferência lícita.



    12. Segundo o art. 469, CLT, a transferência de empregados somente pode se dar caso há previsão expressa no contrato de trabalho e real necessidade de serviços do empregado noutra localidade. Para efeitos de transferência, só se considera como tal aquela que efetivamente fizer com que o empregado mude seu domicílio. Caso não haja previsão expressa no contrato de trabalho ou real necessidade de serviços, a transferência torna-se abusiva de modo que poderá o empregado pleitear em juízo liminar no sentido de evitar a transferência, conforme art. 659, IX, CLT.



    13. 28. Em que casos pode o cipeiro ser demitido? O suplente do cipeiro também tem estabilidade? Fundamente e justifique.



    14. O art. 165, CLT, é bastante claro ao estabelecer que o empregado cipeiro não pode sofrer dispensa arbitrária, entendida esta como sendo a que não se fundar em motivo técnico (extinção do estabelecimento, por exemplo), disciplinar (falta grave) ou econômico-financeiro (crise econômica) de modo que para a dispensa do cipeiro detentor de estabilidade na há necessidade de instauração de inquérito judicial para apuração de falta grave, por falta previsão legal. O suplente do cipeiro, embora do art. 10, “a”, ADCT, nada mencione sobre sua estabilidade, a TST através da súmula 239 a ele estendeu a garantia de emprego constitucionalmente prevista ao titular.



    15. 29. Em que casos pode se dar a transferência de empregados? Justifique e fundamente todas as hipóteses. É possível a equiparação salarial entre empregados que prestam serviços a diferentes empresas do mesmo grupo econômico? O tempo de serviço entre Antonio e Fabio é de 2 anos; entre Antônio e Pedro é de 4 anos e entre Antônio e Lúcio de 6 anos. Fábio conseguiu na justiça sua equiparação salarial com Antônio. Após saber a notícia, Pedro pretendeu sua equiparação salarial com Fábio. Se Pedro ganhar, Lucio já avisou que vai pedir a equiparação salarial com Pedro. Atendidos os demais requisitos da equiparação, analise a possibilidade.



    16. É possível sim a equiparação de empregados que trabalhem para empresas diferentes dentro do mesmo grupo econômico, desde que atendidas todas as exigências do art. 461 e seus parágrafos, principalmente por se tratar de mesmo empregador, já que no caso do grupo econômico o empregador é o grupo e não cada empresa individualmente (art. 2º, § 2º, CLT, c/c súmula 129). Sem prejuízo da presença necessária das demais hipóteses, entre paradigma e equiparando, mesmo trabalhando em empresas diferentes do mesmo grupo econômico, as funções forem as mesmas e o trabalho for de igual valor, assim entendido como de mesma produtividade e mesma perfeição técnica, nada obsta a equiparação, inclusive tendo a SDI se manifestado favoravelmente à possibilidade. A súmula 6, inc. VI, TST, prevê expressamente a possibilidade de pedido de equiparação salarial mesmo quando o desnível salarial tenha origem em decisão judicial que beneficiou o paradigma, exceto se decorrente de vantagem pessoal ou de tese jurídica já superada pela jurisprudência do TST.



    17. 30. Qual a diferença entre equiparação e equivalência salarial?



    18. Na equiparação salarial há expressa estipulação de salários, o que não se observa é o princípio de que a todo trabalho de igual valor deve corresponder a igual salário (art. 5º c/c art. 461, CLT). Na equivalência salarial, há falta de prova sobre a importância ajustada ou de estipulação do próprio salário, de modo que o juiz fixará o salário igual à daquele que na mesma empresa prestar serviço equivalente ou do que for habitualmente pago na localidade para serviço semelhante (art. 460, CLT).



    19. 31. Explique a diferença entre prescrição total e parcial no pedido de prestações de trato sucessivo.



    20. A prescrição de parcelas de natureza trabalhista de trato sucessivo pode se dar parcial ou totalmente, dependendo se a parcela é devida ao empregado em decorrência de lei (sum. 327) ou do contrato/regulamento de empresa (sum. 326). Se a parcela é devida por lei, como, por exemplo, os adicionais de hora extra, as comissões, etc. caso o empregador altere o pactuado, isto é, suprima ou diminua o pagamento mensal de tais parcelas, o empregado sempre poderá requerer o pagamento das mesmas nos cinco anos anteriores à interposição da reclamação trabalhista, respeitado, é claro, o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho (art. 7º, inc. XXIX, CF/88). Caso a parcela seja devida apenas por fora do contrato ou de regulamento de empresa, como no caso de prêmios, bonificações, etc. a data do início da prescrição (actio nata) é a data do dia da alteração do pactuado, ou seja, do dia em que o empregador deixou de pagar total ou parcialmente a parcela, de modo que se o empregado pretender judicialmente requerer o pagamento dos valores devidos, devera respeitar o dia do início da prescrição.



    21. 32. A remuneração do aviso prévio indenizado serve de base de cálculo para o FGTS? A indenização de 40%do FGTS incide sobre o aviso prévio indenizado? As gorjetas entram no cálculo de quais parcelas?



    22. Segundo a súmula 305, TST, o FGTS incide sobre o aviso prévio, ainda que indenizado, não incidindo, porém, sobre as férias indenizadas de acordo com a OJ 195, SDI-1. Já a indenização compensatória de 40% recais sobre o saldo da conta vinculada na data do efetivo pagamento das verbas rescisórias, desconsiderada a projeção do aviso prévio indenizado, por ausência de previsão legal (OJ42, II, SDI-1). Nunca é demais lembrar que s indenização de 40% incide também sobre o valor dos saques realizados, corrigidos monetariamente, como se nunca tivessem sido sacados (OJ 42, I, SDI-1).



    23. 33. Explique a diferença entre contrato de trabalho temporário e a terceirização prevista na Súmula 331, TST.



    24. O contrato de trabalho temporário tem previsão legal Lei 6019/74 deve ser necessariamente por escrito e só tem validade em duas hipóteses: a) substituição transitória de pessoal permanente; b) aumento extraordinário de serviços. Esse contrato tem validade máxima de três meses, podendo ser prorrogado apenas se houver autorização expressa do órgão do Ministério do Trabalho. A responsabilidade entre a empresa tomadora e a prestadora é subsidiária, podendo ser solidária se a empresa prestadora de serviços tiver sua falência decretada pela justiça.



    25. Já a terceirização prevista na súmula 331 não tem previsão legal, mas apenas sumular. Pela súmula, entende-se que essa terceirização somente tem razão de ser em se tratando de serviços de limpeza, vigilância, conservação e atividade meio da empresa tomadora de serviços. A responsabilidade entre a empresa tomadora e a prestadora é sempre subsidiária, ante a falta de previsão legal para a responsabilidade solidária. Caso haja terceirização ilícita, ou seja, terceirização da atividade fim da empresa tomadora, o vinculo empregatício se forma diretamente com esta, excluindo a tomadora do pólo passivo da reclamação trabalhista por ilegitimidade passiva ad causam.



    26. 34. O vale alimentação integra salário? E se o vale fornecido ao empregado estiver em conformidade com o PAT? O vale refeição fornecido ao bancário que teve sua jornada aumentada extraordinariamente de duas horas integra seu salário?



    27. O vale alimentação integra salário porque é utilidade fornecida habitual e gratuitamente pelo empregador ao empregado (sum. 241). Caso seja fornecido através do PAT – Programa de Alimentação do Trabalhador – não terá natureza salarial. De acordo com a OJ123, SDI-1, TST, a ajuda alimentação prevista em norma coletiva em decorrência da prestação de horas extras por prorrogação de jornada não tem natureza salarial e sim indenizatória, não integrando o salário. caso o vale alimentação fornecido ao bancário não tenha essa natureza indenizatória, será considerado salário.



    28. 35. Fale a acerca da justa causa cometida no prazo do aviso prévio. O valor da indenização adicional corresponde à remuneração corrigida ou não? Caso o empregador demita sem justa causa empregado nos 30 dias que antecedem sua data base, pagando as verbas rescisórias nos valores já corrigidos, eximir-se-á da indenização adicional?



    29. O caput do art. 491, CLT, estabelece que o empregado que durante o aviso prévio cometer qualquer das faltas consideradas por lei como justas para a rescisão do contrato de trabalho perde o direito ao pagamento do restante do respectivo prazo. No entanto, a súmula 73, TST, traz norma excetiva à essa regra de modo que se o empregado abandonar o emprego não perderá o restante do aviso e nem as verbas indenizatórias a que tem direito.



    30. Prevê o art. 9º, caput da Lei 7238/84 que o empregado demitido sem justa causa nos trinta dias que antecedem sua data-base receberá o equivalente a um mês de salário mensal a título de indenização adicional. Essa indenização adicional corresponderá ao salário do empregado do mês da rescisão e não o salário já atualizado por conta da data-base, segundo a súmula 242, TST. Segundo ainda o entendimento exposto na súmula 314, TST, se ocorrer a rescisão de contrato de empregado nos trinta dias que antecedem a data base, o pagamento de suas verbas rescisórias com os valores já corrigidos não o direito à indenização adicional prevista no art. 9º Lei 7238/84.



    31. 36. Com relação à quitação das verbas rescisórias responda: a quitação passada pelo empregado com assistência do sindicato profissional tem eficácia liberatória absoluta com relação às parcelas consignadas no recibo? Por quê?



    32. Sim, a quitação passada pelo empregado com assistência do sindicato profissional tem eficácia liberatória absoluta do empregador com relação às parcelas e valores que expressamente constam do título. A fim de que o empregado se resguarde para uma futura reclamação trabalhista, deverá ele opor ressalva no verso do termo de rescisão dizendo quais verbas não foram pagas, etc. (súmula 330, TST).



    33. 37. Cite quatro diferenças básicas com relação ao contrato por prazo determinado previsto no art. 443, CLT, e aquele previsto na Lei 9.601/98. Explique como são tratados os casos de estabilidade em tais contratos.





    34. Contrato art. 443 CLT

      Contrato Lei 9601/98

      Só tem validade em se tratando de contrato de experiência, de serviços cuja natureza ou transitoriedade justifiquem a predeterminação do prazo ou de atividades empresariais de caráter transitório.

      Tem validade em qualquer caso, desde que haja aumento no número de empregados e não substituição de empregados permanentes por temporários.

      Pode ser celebrado verbalmente ou por escrito.

      Somente pode ser celebrado por escrito através de convenção ou acordo coletivo de trabalho.

      Um contrato a prazo que for sucedido por outro contrato a prazo determinado deverá respeitar o prazo mínimo de seis meses, sob pena de tornar-se por prazo indeterminado.

      Poderá haver sucessividade de contratos de modo indeterminado.

      Não se adquire estabilidade neste tipo de contrato.

      A gestante, os dirigentes sindicais, ainda que suplentes, o cipeiro e o acidentado do trabalho adquirirão estabilidade enquanto durar o contrato, não podendo este ser rescindido antes do tempo.






  • 1   2   3   4   5   6   7   8

    Похожие:

    Primeira lista de exercícios de fixaçÃO – segunda fase do exame de ordem iconPrimeira Lista de exercícios 1º B

    Primeira lista de exercícios de fixaçÃO – segunda fase do exame de ordem iconOab/sp exame 131 Lista de Aprovados 1ª fase Nome

    Primeira lista de exercícios de fixaçÃO – segunda fase do exame de ordem iconI relação dos examinandos aprovados no VI exame de Ordem Unificado, na seguinte ordem: seccional, cidade de realização das provas, número de inscrição e nome do examinando em ordem alfabética

    Primeira lista de exercícios de fixaçÃO – segunda fase do exame de ordem iconI relação dos examinandos aprovados no VI exame de Ordem Unificado, na seguinte ordem: seccional, cidade de realização das provas, número de

    Primeira lista de exercícios de fixaçÃO – segunda fase do exame de ordem iconLÍngua portuguesa- exercícios de fixaçÃO 7º ano

    Primeira lista de exercícios de fixaçÃO – segunda fase do exame de ordem iconConvocados para a 2ª fase exame de saúde / prova de título

    Primeira lista de exercícios de fixaçÃO – segunda fase do exame de ordem iconResultado da primeira fase do vestibular da unioeste

    Primeira lista de exercícios de fixaçÃO – segunda fase do exame de ordem iconAcentuaçÃo lista de exercícios

    Primeira lista de exercícios de fixaçÃO – segunda fase do exame de ordem iconRelación de clasificados a la segunda fase final del "iii cocnurso de habilidades matemáticas" a realizarse el díA 18 de octubre a las 10 am en la escuela de educación de la universidad nacional jorge basadre grohmann

    Primeira lista de exercícios de fixaçÃO – segunda fase do exame de ordem iconNo apêndice 1 é apresentada a lista com os trabalhos aceitos em ordem alfabética (considerando o primeiro autor do trabalho) para apresentação oral no XXIX enebd

    Разместите кнопку на своём сайте:
    kk.convdocs.org



    База данных защищена авторским правом ©kk.convdocs.org 2012
    обратиться к администрации
    kk.convdocs.org
    Главная страница